A logística dos desfiles do Carnaval

O Carnaval é uma das maiores festas do planeta. Como dizem alguns, é o evento que marca definitivamente o início ano. Brincadeiras à parte, a festa brasileira também pode ser apreciada e analisada do ponto de vista da logística. Nos desfiles das escolas de samba de São Paulo, por exemplo, um grande planejamento logístico é realizado para que a rotina da cidade seja minimamente afetada.

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Os desfiles em São Paulo são realizados no Sambódromo do Anhembi, próximo à Marginal Tietê, uma das principais vias da maior cidade do país. Na época dos desfiles, centenas de profissionais atuam na operação, que envolve o deslocamento de mais de 50 mil pessoas, sejam como expectadores ou participantes dos desfiles.

As operações são realizadas pela Liga SP (Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo) em parceria com a Prefeitura. O transporte é realizado pelas próprias escolas, que tem apoio da Liga e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Eletropaulo.

Os carros alegóricos utilizados nos desfiles têm aproximadamente 18 metros de comprimento, 8 metros de largura e 4,5 metros de altura. Eles são levados ao Sambódromo ainda não finalizados, com os preparativos finais sendo realizados logo antes dos desfiles. Montados, os carros podem chegar a até 14 metros de altura.

Isso é feito para evitar que as alegorias sejam danificadas por fiações, árvores, viadutos e elementos comuns da cidade. A operação é realizada sempre na madrugada, das 23h30 às 5h, com o acompanhamento da CET, para minimizar o impacto no trânsito.

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As equipes das escolas são transportadas em uma frota de 65 ônibus, em operação contratada pela Liga e supervisionada pela SPTrans, ligando o Sambódromo a vários pontos da capital paulista. Cada escola leva de três a cinco mil pessoas ao desfile. No total, são 22 equipes nos grupos Especial e Acesso, em quatro dias de espetáculo, incluindo o Desfile das Campeãs.

Já as fantasias não envolvem uma logística especial na época dos desfiles, já que são enviadas com antecedência aos integrantes das escolas.

Após o desfile, as escolas contam com um terreno em frente ao Sambódromo para armazenar a estrutura. O equipamento permanece até que se saiba os resultados, já que sete escolas ainda retornam para o Desfile das Campeãs. Ao fim dos eventos, as escolas realizam o trajeto inverso, levando os carros de volta a seus galpões, com o mesmo acompanhamento inicial. Somente o material pessoal, como as fantasias, são de responsabilidade dos integrantes.

Desafios

Não é como se as operações fossem de baixa complexidade, mas há detalhes que aumentam a dificuldade. Por exemplo, a maior parte das agremiações são distantes do Sambódromo. Levar alegorias de dimensões avantajadas por grandes trajetos não são tarefas simples.

Uma solução para a situação vem do carnaval do Rio de Janeiro. Inspirado na Cidade do Samba, as Fábrica dos Sonhos facilitam o transporte do material. Além disso, as estruturas oferecem instalações de qualidade e melhores condições de trabalho para os colaboradores das escolas de samba.

Os terrenos maiores e mais próximos para abrigar as escolas simplifica a logística de operação do carnaval.

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