Caos aéreo: o que esperar dos aeroportos na Copa?

Movimentação no aeroporto.

A Copa do Mundo de futebol será realizada entre junho e julho deste ano, no Brasil. O país que, tradicionalmente, costuma dar espetáculo nos gramados corre o risco de passar um enorme vexame fora deles, especialmente nos aeroportos. E tudo isso apesar de ser o país que teve mais tempo para se preparar para o torneio, mas que pouco fez para minimizar os riscos de problemas com seus aeroportos na Copa.

O cenário é preocupante, pois em condições normais o brasileiro já precisa lidar com atrasos, baixa qualidade de serviços, péssima infraestrutura nos aeroportos e passagens com preços abusivos, o que reforça o temor de problemas na Copa, apesar de o Governo insistir que tudo caminha bem, mesmo admitindo atrasos nas obras de reforma e ampliação.

Falta de sinalização em inglês
É bom que os turistas que vierem ao país estudem nosso idioma, pois os principais aeroportos brasileiros ainda carecem de sinalização adequada na língua inglesa, o que promete ser um teste para a paciência dos turistas internacionais. Essa sinalização é crucial para a locomoção deles e é ainda recomendável a presença de funcionários que falem inglês para orientá-los.

Falhas na acessibilidade nos aeroportos
A acessibilidade é outro fator que merece atenção. Rampas de acesso, pisos especiais, placas informativas e funcionários treinados para auxiliá-los são formas de facilitar a circulação de pessoas com deficiência nos aeroportos, minimizando riscos e constrangimentos.

Atrasos nas obras
Há menos de um mês para o início da Copa, muita coisa ficará sem ser concluída. Não há tempo, mesmo com o Brasil sendo o país que teve mais tempo para realizar essas obras. O mais preocupante é o aeroporto de Fortaleza, com apenas 25% das obras concluídas. Os atrasos impactam diretamente na qualidade dos aeroportos e no conforto de quem precisa viajar.

Atrasos
Ciente de que os atrasos nos voos são constantes no Brasil, o Governo anunciou que as empresas aéreas que descumprirem os horários poderão receber multas que variam entre R$ 12 mil e R$ 90 mil, mas que dependendo da gravidade podem chegar à suspensão da habilitação do piloto e perda da permissão de pousos e partidas nos aeroportos do país. A medida visa evitar ou reduzir os atrasos nos voos nacionais.

Diante de tantos problemas fica difícil acreditar em um placar favorável aos aeroportos brasileiros na Copa, mas apesar de todos os riscos resta torcer para que o Brasil consiga realizar um belo torneio, dentro e fora de campo. Afinal, se no futebol é possível virar o jogo e mudar o placar, talvez as empresas aéreas brasileiras possam fazer o mesmo.

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