A nova e a velha agenda do setor da construção

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A primeira grande onda de euforia do mercado imobiliário se encerrou, completando um ciclo de seis anos, iniciado em 2007, quando grandes incorporadoras abriram seu capital, o crédito imobiliário passou a crescer e o programa Minha Casa Minha Vida foi lançado pelo governo federal, possibilitando a construção e o acesso à moradia de novos segmentos sociais. As empresas ampliaram significativamente seus negócios não só em quantidade como em diversidade regional, muitas delas tornando-se empresas nacionais.

Porém, os resultados não foram tão satisfatórios quanto se acreditava. A rentabilidade média das empresas incorporadoras de capital aberto não foi das melhores e algumas delas tem um grande endividamento. O estouro de prazos e custos de obras impactou negativamente o resultado dos empreendimentos e das empresas, não só as de capital aberto. No final da linha, além do atraso nas entregas das obras, observa-se a queda da qualidade do produto final, resultando em prejuízo da imagem das incorporadoras perante os clientes finais.

Um ciclo se encerrou, a escala do mercado aumentou, as empresas mudaram de porte e precisaram se profissionalizar, em especial quanto aos aspectos de gestão financeira, parcerias e governança corporativa. Muito se aprendeu, mas também muito se errou, neste processo de passagem do mercado da fase adolescente para a fase adulta na construção de um novo caminho.

Roberto Souza

Engenheiro Civil, Mestre e Doutor em Engenharia pela Escola Politécnica da USP. Presidente do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), empresa de consultoria especializada no setor da construção, que exerce suas atividades em todo o Brasil desde 1990. Especialista em gestão estratégica, gestão empresarial, gestão da qualidade, tecnologia da construção, sustentabilidade e inovação. Autor de oito livros técnicos focados em Tecnologia e Gestão de Empresas Incorporadoras, Construtoras e Projetistas.

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