Bolsa de valores: veja tudo o que você precisa saber sobre o assunto

O investimento na Bolsa de Valores vem crescendo exponencialmente desde o início do ano de 2019. Graças à redução das taxas de juros e a expetativa de melhora da economia, muitos investidores voltaram a olhar com interesse para os papéis comercializados na B3.

Nesse sentido, aquela máxima que existe mais presidiários que investidores no Brasil vai perdendo a força com esse aumento considerável no número de pessoas interessadas. Desse modo, uma série de mudanças tecnológicas acabam sendo aplicadas nesse cenário.

Pensando nas mudanças e projeções positivas para esse mercado, resolvemos escrever este artigo. Nele, você encontrará tudo o que precisa saber sobre o investimento na Bolsa de Valores. Acompanhe!

As vantagens de investir na bolsa hoje

A pouco tempo, a Bolsa de Valores era algo praticamente inalcançável para a maioria dos brasileiros. Entretanto, atualmente, graças ao grande número de informações sobre o assunto muitas pessoas estão abrindo os olhos para esse mercado.

Esse tipo de investimento pode ser uma grande e tangível oportunidade para quem deseja alcançar seus objetivos de médio e longo prazo. Isso passou a ser ainda mais real a partir do ano de 2019, quando o Governo manteve a taxa SELIC abaixo da casa dos 7% ao ano, como foi descrito pela Infomoney em uma de suas publicações.

Os motivos que mais chamam a atenção de quem pretende investir na Bolsa de Valores, sem dúvidas, é a grande possibilidade de liquidez existente nesse mercado. Entretanto, os benefícios não param por aí.

As ações proporcionam duas formas de ganho. Uma delas é quando o preço do papel sobe e abre a possibilidade de venda, outra, é a remuneração por meio de dividendos. Assim, o investidor escolhe qual é mais viável para os objetivos que foram traçados antes de entrar no mercado.

A possibilidade de diversificação na Bolsa de Valores é absurdamente grande. Isso porque, você pode dividir o seu dinheiro entre diversas empresas que comercializam seus papéis na B3, colocando em prática aquela máxima do mercado financeiro: “nunca coloque seus ovos em uma única cesta”. Mais à frente, ainda neste artigo, vamos discorrer um pouco mais sobre a diversificação.

Investimento em ações

Apesar de existirem inúmeros produtos, o investimento em ações, de fato, é o que mais chama a atenção das pessoas. Como você já sabe, uma ação é uma pequena parte de uma empresa que é comercializada na Bolsa de Valores. Ao adquirir um papel como esse, o investidor passa a ser um sócio daquela companhia, podendo, inclusive, receber parte dos seus lucros.

Isso faz com que o investimento em ações seja bastante democrático. Isso porque, aquele que tem apenas 1.000 papéis, por exemplo, terá sua remuneração baseada no percentual que esse quantitativo representa dentro da empresa. Enquanto aquele que tem mais, pela lógica, recebe dividendos maiores.

Não existe um valor mínimo para investir em ações. O investidor, portanto, deve saber que existem certos custos que reduzirão sua rentabilidade. Sendo assim, valores muito pequenos — inferiores a R$ 1.000,00 — podem gerar retornos pífios e desanimar a pessoa que está iniciando.

Outra grande questão a ser mencionada sobre o investimento em ações é a praticidade. Você, certamente, deve se lembrar daqueles filmes americanos antigos que demonstram pessoas loucas falando no telefone tentando negociar seus papéis na bolsa, transformando aquele cenário em um verdadeiro babel financeiro.

Isso, efetivamente, não existe mais. Se você for na B3 ou, até mesmo, na Dow Jones, a Bolsa de Valores americana, verá que esse cenário mudou severamente. Será impressionado por um quadro de calma e tranquilidade. Isso porque, toda aquela negociação ferrenha ocorre em ambiente online, entre investidores espalhados pelos quatro cantos do mundo.

A tecnologia dos Home Brokers possibilitou esse tipo de ação, além de outras oportunidades que veremos em outro tópico deste artigo. Isso significa que, além de poder investir em um mercado altamente rentável, diversificado e empolgante, o investidor pode fazer todas as suas operações de dentro da sua própria casa.

Por exemplo, se você quiser comprar ações de uma empresa de locação que está listada na Bolsa, basta acessar o seu Home Broker cedido pela corretora selecionada, procurar pelas organizações, fazer os devidos estudos e análises e, caso veja que é uma possibilidade interessante, efetuar a compra. Tudo muito simples, rápido e prático.

Scalper, Day Trade, Swing Trade e Position Trade: como escolher

Agora, vamos demonstrar alguns outros conceitos importantes e que não são muito conhecidos, mesmo por quem já atua no mercado de investimentos. Eles são excelentes oportunidades, principalmente, para aquele que deseja criar renda com a Bolsa de Valores. Continue lendo!

Day Trade

O Day Trade está ficando bastante famoso e vem ganhando muita atenção das pessoas. Principalmente, pelo fato de haver a possibilidade de ganhar dinheiro instantaneamente na Bolsa de Valores com poucas operações. O Trader reage ao mercado e suas oscilações momentâneas. Day Trade significa dia de negócio, por isso, toda a negociação inicia e finaliza em um único dia.

Assim que o pregão é iniciado, ele inicia suas operações e verifica o melhor momento para comprar e vender, visando sempre o lucro em cada uma das ações. O grande problema dessa atividade é que, com a mesma velocidade que os lucros são gerados, as perdas também podem ocorrer.

Sendo assim, é um tipo de operação que requer cuidado redobrado, atenção e um bom conhecimento do mercado e suas flutuações. É muito comum que os investidores operem minicontratos de Dólar, Índices e, até mesmo, ações utilizando as operações de Day Trade.

Scalper

O Scalper é uma modalidade de aplicação que se parece um pouco com o Day Trade. A grande diferença é que nessa modalidade o investidor analisa o Book de preços, compra e vende títulos com foco no fluxo.

Com isso, acaba gerando uma diferença muito grande no número de operações que são realizadas. Enquanto um investidor efetua 2 ou 5 ações de compra e venda em um dia, o Scalper executa entre 15 e 70. Além disso, as pessoas que desenvolvem essa estratégia, diferente dos anteriores, não pretendem ganhar pouco por operação, mas sim, perdem valores menores quando a estratégia estiver incorreta.

Swing Trade

A grande diferença do Swing Trade para as duas modalidades anteriores é o tempo em que duram suas operações. Elas, geralmente, costumam ficar em uma mesma posição por 3 ou 5 dias, ou, dependendo do tipo, até mais de uma semana. Assim como ocorre nos investimentos de médio prazo, essas operações não dependem de acompanhamento contínuo, entretanto, exigem mais tempo do investidor.

Afinal, ele deverá ficar mais horas garimpando oportunidades e com uma frequência consideravelmente maior. Sendo assim, o Swing Trade se torna uma opção mais viável para quem atua em modo full time como investidor ou que tem um bom tempo livre durante a semana e no horário de pregão para fazer suas negociações.

Position Trade: investimento em ações para o longo prazo

Position Trade é um tipo de negociação que a maioria dos investidores não profissionais acabam selecionado. Essa modalidade é aquela em que um papel ficará investido por meses, ou, até mesmo, anos.

Nesse sentido, o investidor não precisa ficar atento na tela do Home Broker diariamente para garantir uma boa rentabilidade em suas operações, tão pouco, ficar horas analisando gráficos, ofertas de compras e vendas etc.

O tempo de investimento dependerá do perfil do investidor e, principalmente, os objetivos que ele busca com suas aplicações financeiras. Sua rentabilidade poderá ser baseada em dividendos ou, até mesmo, com a venda dos títulos no futuro.

O Position Trade, portanto, trata-se de uma modalidade de investimento em ações para o longo prazo, sendo assim, para que isso ocorra, é necessário que ele saiba escolher bem as empresas que receberão seu dinheiro. Sobre esse assunto, vamos discorrer no seguinte tópico.

Escolhendo boas empresas

Afinal, o que deve ser avaliado na hora de comprar ações de uma empresa? Essa é uma dúvida recorrente na mente das pessoas. Mesmo aqueles investidores experientes ficam receosos no momento de escolher uma boa opção para investir. Pensando nisso, vamos deixar abaixo uma lista de passos que você deve seguir para escolher boas empresas para investir:

  • analise o histórico da empresa;
  • verifique as demonstrações contábeis publicadas e veja os dividendos pagos;
  • analise o crescimento do lucro;
  • veja o endividamento da companhia;
  • analise o inventário, margem bruta e a taxa de crescimento ao longo dos anos;
  • busque notícias sobre o mercado de atuação da empresa;
  • verifique se a companhia tem o monopólio do mercado;
  • analise o preço da ação e o histórico gráfico de quedas e altas;
  • pesquise sobre a empresa e o seu negócio na internet;
  • se tiver plena certeza de que é um bom negócio, efetue a compra.

Composição de uma boa carteira e a importância da diversificação

Comprar um lote de ações de uma única empresa não é o necessário para ter bons rendimentos na Bolsa de Valores e, principalmente, com maior grau de segurança. Isso, na verdade, pode ser bastante perigoso e causar prejuízos para você no futuro.

A diversificação vai proteger o seu dinheiro em caso de quedas de uma determinada empresa. Por exemplo, se uma companhia em que você depositou todas as suas fichas passar por dificuldades financeiras, a chance de perder o seu dinheiro é muito grande. Entretanto, se apenas 10% do seu capital está aplicado nela, a perda, consequentemente, será menor.

Além de proteger o investidor, a diversificação também possibilita que ele aproveite inúmeras possibilidades de rentabilidade, aproveitando lucros diferentes de várias companhias. Sendo assim, o ideal é que você diversifique.

Entretanto, a grande pergunta que fica no ar é a seguinte: como diversificar? Inicialmente, você pode selecionar algumas das outras opções que mencionamos neste artigo, além disso, caso queira focar em ações, pode adotar algumas práticas.

Uma delas é optar por algumas empresas do mesmo seguimento. Isso vai eliminar uma boa parte do processo de análise que é a verificação do mercado de atuação da companhia. Como você já o conhece, ficará mais fácil verificar outros negócios do mesmo departamento.

Por exemplo, suponhamos que você tem ações de uma empresa de e-commerce no Brasil. Como você já conhece bem o mercado, sabe que ele é amplamente difundido e sólido, pode adquirir ações de outro empreendimento nesse mesmo seguimento e eliminar boa parte do estudo dessa área de atuação.

Existem empresas que são bastante seguras, especialmente, aquelas que dominam boa parte de um mesmo mercado, como ocorre com a Coca Cola, Apple e outras companhias. Escolhendo ações de alguma delas tornará seus investimentos extremamente seguros e diversificados.

O ideal é que você não fique apenas no campo das ações e aproveite outras oportunidades que são oferecidas pela bolsa. Se você tiver tempo disponível, também pode operar em algumas das modalidades que mencionamos, como Day Trade ou Swing Trade e obter ganhos mais rápidos com seus investimentos.

Tecnologia em prol da segurança para o investidor

Como já mencionamos, a tecnologia revolucionou o mercado de ações. Atualmente, é possível realizar todas as suas operações em plataformas digitais que exigem apenas um computador com conexão à internet.

Além de facilitar a vida dos investidores, a tecnologia também favoreceu à segurança dessas operações. Afinal, atualmente, é muito mais simples conhecer bem um mercado além das empresas que nele desenvolvem suas atividades. Isso possibilita que o investidor tenha amplos conhecimentos sobre um empreendimento antes de investir o seu dinheiro.

A velocidade com que essas informações chegam é absurdamente rápida, podemos afirmar que são instantâneas. Um acontecimento do mercado de ações de infraestrutura, por exemplo, pode ter ocorrido em outra parte do mundo mais impacta as empresas brasileiras em apenas alguns segundos, aumentando ou diminuindo o valor de seus papéis.

Voltando aos Home Brokers, esses também passaram por algumas modificações com o passar do tempo. Com o auxílio da tecnologia, essas ferramentas tornaram-se mais intuitivas, possibilitando ao investidor analisar com mais profundidade e cautela suas aplicações.

Um dessas modificações foi a possibilidade de cálculos automáticos. Como alguns ativos são calculados em pontos, essas ferramentas já estão fazendo essas contas e transformando a pontuação em valores monetários, na moeda em que o investidor está aplicando.

Além disso, algumas oferecem a possibilidade de inclusão de Stop Loss automaticamente, evitando ou minimizando prejuízos para o investidor. Essa opção é fundamental, principalmente, para quem atua com Day Trade. Os objetivos também podem ser configurados automaticamente, emitindo uma ordem de compra quando for verificada uma possibilidade de ganho.

Outra mudança adorada por quase todo investidor é a possibilidade de acessar o Home Broker de sua corretora pelo seu próprio celular. Isso aumentou, ainda mais, a mobilidade, possibilitando que a pessoa acompanhe seus investimentos durante viagens, passeios ou quando estiver no conforto de sua casa, durante o intervalo de um programa de televisão.

A tecnologia invadiu o mundo dos investimentos e a tendência é que ela se expanda ainda mais, criando novos robôs e fórmulas automáticas. Tudo isso, obviamente, para beneficiar os investidores em suas ações diárias, auxiliando na tomada de decisões, bem como, na escolha dos tipos de investimentos disponíveis.

Crescimento no volume de negociações

Com a invasão tecnológica e o crescimento de pessoas interessadas em investir na Bolsa de Valores, o próprio mercado vem crescendo rapidamente. Segundo dados da revista Moneytimes, o número de investidores cresceu 6% neste ano de 2019.

Além disso, o mesmo levantamento mostrou que a B3 apresentou um volume financeiro de R$ 16,4 bilhões de reais, representando um crescimento de 71,5% no cenário anual, apesar de ter tido uma queda, se for considerado apenas o mês em que os dados foram coletados.

Com o efeito disso, espera-se que até o ano de 2020 dezenas de novas IPOs sejam lançadas no mercado, ou seja, Ofertas Públicas Iniciais, quando uma empresa decide abrir o seu mercado e comercializar suas ações na Bolsa de Valores.

O efeito disso é muito simples de ser visualizado. Mais ações para serem adquiridas, consequentemente, maior probabilidade de ganhos e mais possibilidades de um investidor diversificar sua carteira de investimentos.

A gestão da B3

Agora que você entendeu um pouco mais sobre o mercado de ações, vamos mostrar como funciona a gestão da B3, a Bolsa de Valores Brasileira. Ela é considerada como uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo.

A B3 é composta por 3 gigantes do mercado financeiro, a CETIP, BM&F e Bovespa, essas duas últimas já haviam se unido anteriormente, formando a BM&F Bovespa e sua atuação principal é o ambiente de bolsa e balcão. Nesse sentido, suas atividades se concentram em:

  • criação e administração dos sistemas de negociação;
  • liquidação, compensação, depósito e registro nas principais classes de ativos (ações, títulos, renda fixa, derivativos de moeda, operações estruturadas, bem como, taxa de juros e commodities).

Além disso, a B3 também opera como contraparte central que visa garantir a maioria das operações realizadas em seus mercados, bem como, na oferta de serviços de central depositária e a central de registros.

A atuação da Bolsa de Valores brasileira está embasada em um rígido e completo conjunto de regras e procedimentos. Nesses documentos, estão definidos todos os direitos e deveres dos participantes, bem como, os procedimentos que devem ser seguidos em suas diversas atividades e linhas de negócios.

O objetivo desses regulamentos é proporcionar transparência e visão integrada de toda a estrutura normativa da B3. Por fim, o papel da Bolsa de Valores é intermediar a compra e venda de ações e, como trata-se de uma empresa extremamente sólida, tornar todo o mercado financeiro mais seguro e atrativo para investidores nacionais e estrangeiros.

Regulação da Bolsa de Valores pela CVM

Junto com toda a regulamentação da própria B3, existe outro órgão que está entre ela e os investidores, a chamada Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Trata-se de uma organização ligada ao Governo Federal que tem como principal finalidade a fiscalização e disciplina do mercado financeiro.

Assim, ela pune aqueles que descumprem as regras estabelecidas, buscando sempre manter a credibilidade do mercado brasileiro, garantindo o seu crescimento e desenvolvimento ao longo dos anos.

Como esse é um mercado que oferece oportunidades ao público em geral, não pode haver rentabilidade assegurada, evitando que pessoas mal-intencionadas garantam esse tipo de possibilidade com base em informações restritas ou incorretas.

A CVM funciona como um fiscal das operações realizadas na B3 e garante que todas as pessoas terão acesso ao mesmo conhecimento e títulos, dependendo apenas do conhecimento e disponibilidades do próprio investidor, tornando esse mercado cada vez mais democrático, sério e transparente.

Como você pode perceber, o mercado de ações comercializadas na Bolsa de Valores tende a crescer muito e continuar se desenvolvendo ao longo dos anos. Sendo assim, cabe a você tomar a decisão de entrar nele agora. Não deixe para depois e aproveite essa grande oportunidade de lucrar com seus investimentos.

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